Folhas de sóis espumados Na corrente de segredos estreitos
Amor, e tudo o mais que a vaidade
Pode dispersar à luz de múltiplas dúvidas
Eu compro a beleza
Eu alugo enfermidades
Desprezos me atraem
E durmo a noite clara de sapatos molhados
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Uma lágrima rolou do meu olho ao perceber
Que era a última vez em que eu ia ver você
Outra lágrima rolou dentro do meu coração
Ao ver a velocidade com que as vidas vão em vão
Quando eu menos esperei, nada mais eu encontrei
Havia desaparecido a lágrima que eu chorei
Mas aquela que escorreu, no meu peito lá ficou
A gota de gosto amargo, com o frio cristalizou
E eu quero saber como proceder
Pra esquecer da tua voz, do teu viver
Porque eu apenas quero caminhar
Sem ter que olhar pra trás
E ver você vivendo em paz
E você sabe que eu já sofri demais aqui
E não vejo a hora de poder ficar junto de ti
E onde você estiver, estarei em coração
Em alma e espírito, através dessa canção
Enquanto a sua ida puder fazer alguém chorar
É sinal que a sua vida ainda não deve acabar
Já que não há saída, eu posso apenas imaginar
Como seria a minha vida sem a sua pra me alegrar
Que era a última vez em que eu ia ver você
Outra lágrima rolou dentro do meu coração
Ao ver a velocidade com que as vidas vão em vão
Quando eu menos esperei, nada mais eu encontrei
Havia desaparecido a lágrima que eu chorei
Mas aquela que escorreu, no meu peito lá ficou
A gota de gosto amargo, com o frio cristalizou
E eu quero saber como proceder
Pra esquecer da tua voz, do teu viver
Porque eu apenas quero caminhar
Sem ter que olhar pra trás
E ver você vivendo em paz
E você sabe que eu já sofri demais aqui
E não vejo a hora de poder ficar junto de ti
E onde você estiver, estarei em coração
Em alma e espírito, através dessa canção
Enquanto a sua ida puder fazer alguém chorar
É sinal que a sua vida ainda não deve acabar
Já que não há saída, eu posso apenas imaginar
Como seria a minha vida sem a sua pra me alegrar
"ALMA GÊMEA"
Amor entre almas
Não se procura
Não se pede
E nem se exige
Simplesmente acontece
Quando menos se espera
Amor entre almas
É um resgate de vidas
Que chega ao fim
No sublime ato
Do reencontro
Com sua alma gêmea
Tão amada ontem
Tão vivenciada no hoje
Amor entre almas
Não é só desejo
É querer e sentir
A presença do ser amado
Dentro do coração
É precisar um do outro
Amor entre almas
É tão intenso
Que nem mesmo o tempo
Consegue apagar
De nossas vidas
Não se procura
Não se pede
E nem se exige
Simplesmente acontece
Quando menos se espera
Amor entre almas
É um resgate de vidas
Que chega ao fim
No sublime ato
Do reencontro
Com sua alma gêmea
Tão amada ontem
Tão vivenciada no hoje
Amor entre almas
Não é só desejo
É querer e sentir
A presença do ser amado
Dentro do coração
É precisar um do outro
Amor entre almas
É tão intenso
Que nem mesmo o tempo
Consegue apagar
De nossas vidas
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
"SENTIMENTOS DE UMA CADELA EM FORMAÇÃO"
Hoje logo pela manhã fui levar meu filho para e escola, a cada passo a noite de ontem me vinha á mente, pois a cada passo eu sentia meu rabo dolorido pelo uso do plug e por ter sido fodida pelo homem do bar.
Após passado o momento comecei a refletir, e parece que a humilhação de me prostituir por tão pouco assumiu proporções ainda maiores, a forma com que eu obedeci as ordens do meu dono, sem nem mesmo questionar, após tentar arrumar um programa, por cerca de uma hora a forma degradante com que eu me expus para aquele homem no bar, para depois ser usada em um banheiro não muito limpo, apoiada na privada.
Quando eu cheguei em casa fui tomar um banho, e somente nesta hora retirei meu plug, com facilidade enfiei quatro dedos da minha mão no meu rabo, o tesão que sentia por ter sido fodida sem gozar a me lembrando da tarde que passei com meu dono só fazia aumentar.
Apesar de não ficar vermelha, a forma barata com que vendi meu cu não conseguia me abandonar me fazendo sentir a última das pessoas, que naquele momento vestida com uma saia, uma camiseta branca básica e o sapato de salto, posando de boa mãe, levando o filho para a escola.
Ao mesmo tempo em que sentia tudo isso, percebia que ao pensar no meu dono e sentindo meu rabo dolorido minha buceta novamente se umedecia, e eu intimamente me questionava o motivo pelo qual nãa havia passado o endereço deste blog para aquele cliente.
Espero cada dia mais ter coragem e me deixar conduzir pelo meu dono, para que eu me torne o objeto que ele tem em mente.. na coisa que ele vê em mim, e que nem eu sabia que estava ali.
P.S. ESTE POST, FAZ PARTE DAS EXPERIÊNCIAS PESSOAIS, DA XANA
Após passado o momento comecei a refletir, e parece que a humilhação de me prostituir por tão pouco assumiu proporções ainda maiores, a forma com que eu obedeci as ordens do meu dono, sem nem mesmo questionar, após tentar arrumar um programa, por cerca de uma hora a forma degradante com que eu me expus para aquele homem no bar, para depois ser usada em um banheiro não muito limpo, apoiada na privada.
Quando eu cheguei em casa fui tomar um banho, e somente nesta hora retirei meu plug, com facilidade enfiei quatro dedos da minha mão no meu rabo, o tesão que sentia por ter sido fodida sem gozar a me lembrando da tarde que passei com meu dono só fazia aumentar.
Apesar de não ficar vermelha, a forma barata com que vendi meu cu não conseguia me abandonar me fazendo sentir a última das pessoas, que naquele momento vestida com uma saia, uma camiseta branca básica e o sapato de salto, posando de boa mãe, levando o filho para a escola.
Ao mesmo tempo em que sentia tudo isso, percebia que ao pensar no meu dono e sentindo meu rabo dolorido minha buceta novamente se umedecia, e eu intimamente me questionava o motivo pelo qual nãa havia passado o endereço deste blog para aquele cliente.
Espero cada dia mais ter coragem e me deixar conduzir pelo meu dono, para que eu me torne o objeto que ele tem em mente.. na coisa que ele vê em mim, e que nem eu sabia que estava ali.
P.S. ESTE POST, FAZ PARTE DAS EXPERIÊNCIAS PESSOAIS, DA XANA
"TE QUERO DE CORPO E ALMA..."
Te quero meu homem... para que tenhas em mim todas
as sensações de pleno prazer,
vivendo fantasias, desejos
sem que nada nos possa deter...
Te quero meu homem...
para que mergulhes em meus
poros poços de amor,
águas cálidas que acalentam teu fogo
que despertam meus sentidos
que nos fazem tremer...
Mas te quero meu amor...
para que mergulhes em meu olhar
e descubras minha alma
que agora te chama.
Que acaricies o meu coração e
compreendas que te amo...
Te quero meu amor...
para que encontres em mim a
cumplicidade, o carinho o motivo
para sonhar, para sorrir, um
porto de abrigo mil coisas enfim...
Te quero meu homem...
para que me envolvas em teus braços
me beijes com lábios molhados
do nosso sabor, que imploram
em sussurros que eu sacie
tuas vontades e te faça feliz...
Te quero meu homem...
para que me sintas incansável
em me entregar, em te possuir
fazendo-nos acreditar
que sempre nos desejaremos
cada vez mais...
Mas também te quero meu amor...
para poder te convencer que
não apenas existo num corpo...
que tenho alma, pura e apaixonada
que permeia estrelas se inspira
na Lua, se encanta com o Mar
e se ilumina ao Sol...
Te quero meu amor...
para pegar em tuas mãos
e percorrermos caminhos...
Te consolando das tristezas
compartilhando alegrias
e nos divertindo como
seres enamorados
que observam tudo
com olhos de amor
Que à noite procuram estrelas
e de dia saúdam o Sol e a Luz...
Te quero meu amor...
para juntos aspirarmos
o perfume das flores...
Te quero meu homem...
para juntos exalarmos
nosso cheiro de amor...
Te quero meu amor...
para juntos idealizarmos
nossos sonhos
atendendo ao coração...
Te quero meu homem...
para juntos realizarmos fantasias
e envolver-nos em sedução...
Te quero meu amor...
para juntos tentarmos superar
o que nos aflige
Para buscarmos lado a lado
a serenidade de que precisamos...
Te quero meu homem
para te pertencer de corpo
Te quero meu amor...
para te entregar meu coração
e te desvelar a minha alma...
CRÉDITOS:{ynne}~pupila
"POEMA IMPERFEITO"
Meu dedo indicador em sua laringe Minha língua
Entre seus dentes
Minha saliva tenta resgatar a sua alma
Explosões, júbilo, ganidos
Danças roubadas das tribos servis
Do outro lado do oceano
Do fundo do mar de complacência
Não se chama amor
O que nos arrebata
Nem paixão
Nem qualquer outra coisa sem nome
Nem medo de se perder
No caminho das pedras
Lisas
Sob nossos pés
Amor, não
Nenhuma dessas coisas que os livros inventam
Para enganar os desavisados
O que nos une é o medo
O medo rotundo, protuberante
O temor
De morrer sem ninguém para lamber nossos olhos
Na hora da sombra mais negra
Banhar nossos corpos flácidos
CRÉDITOS: MAXIMILIANO ROSA
"POEMA DO SOL EM CASA"
Moro à sombra do tempo, Vendo pão aos loucos de todos os tempos.
Tenho mãos frágeis e dedos delgados e
Minhas dores não cabem em meus odores.
Estou vivo.
Herdei virtudes podres de meu pai cego,
E minha própria cegueira é o que me faz sorrir.
Ver uma doença. Não quero ver,
Não quero me sentir culpado
De todo o mal que nos rodeia.
Quero apenas limpar o sangue de minhas mãos,
E sorrir maquiavélico
Para o anacronismo de meus algozes.
Mas não posso fugir, a inutilidade está em tudo;
Em cada centímetro de cada espírito de porco
Reside a dor. Toda a dor
Que roubamos do mundo. Somos culpados
De toda e qualquer dor.
Ainda que não nos pertença
A dor terrível de amar sem ser amado.
O caos está lá fora, ouço
O seu discurso de fera no cio.
O caos me abraça com fúria dormente
E à ele, só à ele, ofereço minhas contradições...
CRÉDITOS: MAXIMILIANO ROSA
"VERMELHO"
Vermelho é o som dos eternos outonos mortos Quando, ao cair do dia, pássaros namoram rubis
E gritos transbordam nos cárceres privados.
E os loucos como eu vomitam odes
E se banham em ouro e carnavais de rua.
Ah, os intermináveis discursos moralistas,
Os abusos do poder televisivo,
As decapitações de cada longo dia... Poesia
É o que eu deixo, é tudo o que posso deixar.
Faço fraca poesia como quem ronca
Nas noites de amor fracassado.
Os dias primaveris: recrio-os
No fundo falso dos meus desencantos.
Os dias de paz, e descanso, os recrio
Em algum lugar da memóriailusória memória
E escrevo as banalidades
Que a velhice aprendeu a esquecer.
E enterro a minha infância
No túmulo raso da fé.
E o riso fingido borbulha, anônimo,
Numa poça de odores contrariados
Perto de uma cruz sem nome.
Funâmbulos no parque, eis o que somos,
O que podemos ser, olhos desbotados,
Corações insanos, garganta seca, e dádivas
Precariamente oferecidas em bancos de praça orvalhados.
A cidade chora baixinho, lágrimas esparsas
Brotam do meu nariz inchado, e
A chuva que se despeja é só para acariciar
A impaciência do meu sono de infeliz
Fritando ovos no asfalto das desilusões...
CRÉDITOS: MAXIMILIANO ROSA
SUBMISSÃO
Ser submissa não é apenas
se ajoelhar e obedecer a ordens.
Ser submissa é sentir o toque na alma.
Ser submissa é ser vulnerável diante daquele que lhe possui...
É abrir mão de si, e experimentar os mais intensos sentimentos...
É implorar pela dor que lhe maltrata a pele, mas lhe causa um enorme orgulho...
É poder ter asas e voar para onde quiser, mas no fundo desejar que as asas
sejam acorrentadas aos pés daquele que te faz escrava.
Ser submissa não é se obrigar a fazer o indesejável.
É se fazer o que mais quer.
Porque seu querer esta nas vontades de que a Domina
Ser submissa é permitir que o Domínio entre no corpo, na mente e na alma.
É sentir que o que um dia foi seu já não lhe pertence mais, e ser feliz por isso....
se ajoelhar e obedecer a ordens.
Ser submissa é sentir o toque na alma.
Ser submissa é ser vulnerável diante daquele que lhe possui...
É abrir mão de si, e experimentar os mais intensos sentimentos...
É implorar pela dor que lhe maltrata a pele, mas lhe causa um enorme orgulho...
É poder ter asas e voar para onde quiser, mas no fundo desejar que as asas
sejam acorrentadas aos pés daquele que te faz escrava.
Ser submissa não é se obrigar a fazer o indesejável.
É se fazer o que mais quer.
Porque seu querer esta nas vontades de que a Domina
Ser submissa é permitir que o Domínio entre no corpo, na mente e na alma.
É sentir que o que um dia foi seu já não lhe pertence mais, e ser feliz por isso....
"APENAS UMA MULHER"
Apenas uma mulher sonhadora
Que caminha entre planos de uma vida
Na sua existencial idade plena vívida
Por frestas de momentos que são conforto
Vão deixando o pensamento absorto
Apenas uma mulher lutadora
Fazendo da vida uma batalha de sonhos
Entre o real e o irreal risonhos
Metamorfoseando a alma muitas vezes
Sendo a borboleta dos imaginários ares
Apenas uma mulher que ama
Apaixonada pela humanidade
Sem distinção de cor ou religião
Apenas amando o cotidiano
Que é você ai do outro lado à razão
Apenas uma mulher solitária
Que busca dentro de si o desabrochar
Da alma que habita um corpo a abraçar
Na solidão de si mesma busca aspirações
Descobrindo-se em encantos em ocasiões
Apenas uma mulher às vezes triste
Dentro dos padrões humanos normais
Tem dias que o céu fica em tons especiais
A lua fica na fase minguante o sol em desencanto
Quando a tristeza chega e lá se vai o encanto
Apenas uma mulher às vezes alegre
Embalada na melodia do canto dos pássaros
Que por ocasião trespassam a alma em suspiros
O coração é grande nele tudo cabe em alegria
O amor toma grande espaço que contagia
Apenas uma mulher querendo ser poeta
Que escreve poesia para deleite do dia a dia
Entranhando-se em cada verso em cantoria
Fazendo deste encanto seu próprio universo
Vivendo o iluminar de cada momento
Apenas uma mulher que sonha...
Que estará aqui para o que der e vier dentro de uma
Amizade simples, mas verdadeira.
Dentro do sonho da vida que contiver
Enquanto houver vida para viver
Dentro deste sonho que é... Viver a vida
(ÂNGELA LUGO)
Que caminha entre planos de uma vida
Na sua existencial idade plena vívida
Por frestas de momentos que são conforto
Vão deixando o pensamento absorto
Apenas uma mulher lutadora
Fazendo da vida uma batalha de sonhos
Entre o real e o irreal risonhos
Metamorfoseando a alma muitas vezes
Sendo a borboleta dos imaginários ares
Apenas uma mulher que ama
Apaixonada pela humanidade
Sem distinção de cor ou religião
Apenas amando o cotidiano
Que é você ai do outro lado à razão
Apenas uma mulher solitária
Que busca dentro de si o desabrochar
Da alma que habita um corpo a abraçar
Na solidão de si mesma busca aspirações
Descobrindo-se em encantos em ocasiões
Apenas uma mulher às vezes triste
Dentro dos padrões humanos normais
Tem dias que o céu fica em tons especiais
A lua fica na fase minguante o sol em desencanto
Quando a tristeza chega e lá se vai o encanto
Apenas uma mulher às vezes alegre
Embalada na melodia do canto dos pássaros
Que por ocasião trespassam a alma em suspiros
O coração é grande nele tudo cabe em alegria
O amor toma grande espaço que contagia
Apenas uma mulher querendo ser poeta
Que escreve poesia para deleite do dia a dia
Entranhando-se em cada verso em cantoria
Fazendo deste encanto seu próprio universo
Vivendo o iluminar de cada momento
Apenas uma mulher que sonha...
Que estará aqui para o que der e vier dentro de uma
Amizade simples, mas verdadeira.
Dentro do sonho da vida que contiver
Enquanto houver vida para viver
Dentro deste sonho que é... Viver a vida
(ÂNGELA LUGO)
Afirmo que a vida é uma viagem, e encontramos pessoas que virão ser especiais para nós; algumas estão a passeio, outras fazem a viagem! Alguns nos deixam saudades, outras quando desocupam seus assentos ninguém os percebe. Uma viagem cheia de: fantasias, sonhos, esperas, embarques atropelos e desembarques; mas jamais esse trem terá volta! Por isso façamos essa viagem da melhor maneira possível! "Viver é uma tropeada das cumpridas..." Sou verdadeiro, objetivo, real; procuro fazer o melhor possível, mas pq acho que é o mínimo que se pode dar para a vida ser mais Alegre e Feliz! E saber que ao menos a sua parte como o beija flor, fez! Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei...Cada um de nós faz a sua história... Carregamos dentro de nós o Caráter, a Coragem, a Firmeza, a Prudência, a Perseverança de ser Capaz, de ser Feliz!... Domando a vida! E tenho a certeza que mesmo que não estejamos lado a lado nos assentos, o vagão é o mesmo!
"O homem não morre quando deixa de viver,
mas sim quando deixa de amar.” [Chaplin]
Viva não de modo que a tua presença seja notada, mas sim que a tua falta seja sentida!
"O homem não morre quando deixa de viver,
mas sim quando deixa de amar.” [Chaplin]
Viva não de modo que a tua presença seja notada, mas sim que a tua falta seja sentida!
SUPLÍCIO DE UMA ESCRAVA
Deixe que eu seja, em tua vida,
a escrava mansa, mulher querida,
que te faz carinho, que te beija os pés,..
Quero viver na tua lembrança,
e, te sorrir, como criança,
por seres, simplesmente, quem és!
Não clamo por liberdade!
Prefiro teus grilhões dourados,
e, viver sempre a teu lado,
completando os sonhos meus,..
Ser só sua, eternamente,
muito mais às tuas correntes,
ao vazio,.. de um adeus!
Por favor, não me abandones!
Quero ser a sua escrava,
quero ficar a teu lado
quero ser tua fantasia,..
Adoro apertar-te nos braços,
repousar em ti, meu cansaço,
só não quero tua,.. alforria!..
a escrava mansa, mulher querida,
que te faz carinho, que te beija os pés,..
Quero viver na tua lembrança,
e, te sorrir, como criança,
por seres, simplesmente, quem és!
Não clamo por liberdade!
Prefiro teus grilhões dourados,
e, viver sempre a teu lado,
completando os sonhos meus,..
Ser só sua, eternamente,
muito mais às tuas correntes,
ao vazio,.. de um adeus!
Por favor, não me abandones!
Quero ser a sua escrava,
quero ficar a teu lado
quero ser tua fantasia,..
Adoro apertar-te nos braços,
repousar em ti, meu cansaço,
só não quero tua,.. alforria!..
Houve um tempo em que minha janela
se abria sobre uma cidade que parecia
ser feita de giz. Perto da janela havia
um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
com um balde, e, em silêncio, ia
atirando com a mão umas gotas de água
sobre as plantas. Não era uma rega:
era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem,
para as gotas de água que caíam de seus
dedos magros e meu coração ficava
completamente feliz.
(Cecília Meireles)
se abria sobre uma cidade que parecia
ser feita de giz. Perto da janela havia
um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
com um balde, e, em silêncio, ia
atirando com a mão umas gotas de água
sobre as plantas. Não era uma rega:
era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem,
para as gotas de água que caíam de seus
dedos magros e meu coração ficava
completamente feliz.
(Cecília Meireles)
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