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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

LAPIDAÇÃO

Esse é um trabalho para a vida inteira: Ninguém se iluda, é uma tarefa cansativa e, às vezes, muito dolorosa! Mas só ela nos permite realizar a grande alquimia interior, transformando, lapidando e revelando as facetas mais belas e preciosas da nossa natureza. Somos todos como o diamante, uma pedra extremamente delicada, bela e de significativo valor, que precisa da lapidação, precisa da talha bem feita, pois é ela que traz toda a protuberância de seu foco, quanto mais bem feito o entalhe da pedra, mais admirável é o resultado.
O valor do diamante é medido pelo seu grau de pureza e pela sua forma após a lapidação, assim acontece conosco também.
Somos como a pedra, delicada, bela e de significativo valor, mas, para chegar a ser um diamante, precisamos viver o processo.
A diferença, é que o homem tem a oportunidade de ser seu próprio artista, o processo de melhoria de pedra bruta para pedra preciosa depende do que fazemos e buscamos ser continuamente.
Vou arriscar dizer! O primeiro passo, para quem ainda não iniciou a própria lapidagem, é apenas a pré-disposição para querer se descobrir uma pessoa capaz de passar pelo mundo e fazer a diferença.
Como artífice, podemos também estudar nosso interior: traçar metas, rever atitudes, nos esforçamos, sermos organizados e principalmente nos questionarmos. Tudo para que o entalhe saia perfeito e possamos alcançar com sucesso o desejo que temos no coração: “ser uma pessoa melhor para nós e para as pessoas que fazem parte de nossa trajetória.”
O diamante tosco sofre as pancadas do entalhe. É a arte operando sobre ele. A vida sacrifica às vezes. É o aprimoramento da alma, da essência humana, quanto mais exata a batida, mais valiosa será a pedra.
Somos assim, diamantes pela valia, pela força e resistência. Pedra preciosa que esconde atrás da grosseira aparência, um brilho peculiar disfarçado. Somos a pedra que precisa ser minuciosamente trabalhada para mostrar os mais belos atributos encobertos no âmago, sob ásperas camadas adquiridas ao longo dos anos.
Este brilho almejado é o que se converte naturalmente em gestos de amor. É o brilho de intensa e irradiante luz, capaz de iluminar outras pedras tão ou mais preciosas que nós. Este sim é o brilho da verdadeira e mais rara jóia.


Detalhe!


Nem sempre somos capazes sozinhos, então é preciso se “ENTREGAR” a um artista. Cuidado! Para se conseguir lapidar um diamante, é necessário outro material que seja no mínimo da mesma dureza que ele próprio. E olhe só, apenas o diamante é tão duro quanto o diamante, você precisará se colocar nas mãos de um artista tão duro quanto você, para lapidar certas arestas, que você não conseguiria sozinho.
O artista é paciente. Lapidar um diamante pode levar dias, meses, anos. Então ele estuda a pedra: seu tamanho, peso e forma. Demarca o objeto, mede e aprecia por outro ângulo.
A lapidação exige precisão, destreza, disciplina, habilidade, firmeza e sensibilidade, pois “cada pedra é única”. Suas raras mãos anseiam trazer aos olhos o brilho escondido no interior daquela pedra rude.
Cuidadoso, dia após dia, o lapidador trabalha fielmente até o resultado por ele esperado. A simetria é precisa, o polimento fino e as facetas estão em conjunção umas com as outras, jogando entre si luzes, presenteando seus olhos.


Ele fica orgulhoso!


E nós? Ganhamos o brilho reluzente pela coragem de se entregar a um processo duro e longo, mas de um resultado único, que só quem se entregar poderá compreender.




OBS: ESTE TEXTO FOI INTEGRALMENTE EXTRAÍDO DO REINO DE K@, E POSTADO POR kariane { K@ }

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